Sorrub e Oileruá
Um história de Amor entre um dissoluto perdulário e sua sobejante bucelária!
Capítulo VII
Oileruá era linda, morena, pequena e bunduda.
Foi um nascimento abençoado.
Filha de pais jovens e filósofos teve uma educação clássica, com Gregos, Latinos, Germânicos, Saxões e alguns Russos.
Rompeu as trevas do útero materno, nas trevas da noite serena.
Assim que cantou a danadinha, gritou o pássaro Bacurau, era noite djambatuto.
Noitibó-rabilongo, de plumagem muito macia e vôo silencioso, gemeu e piou a noite toda fazendo a festa do nascimento.
Nasceu em viagem rumo ao interior.
De repente uma dor, um grito e um choro, tudo de uma vez.
Foi o tempo de uma freada e a menina escorreu pela perna da mãe.
Um tom de pele reluzente entre a claridade do nascer do sol e o negrume da noite escura ou seu ocaso o negrume da noite escura e a claridade do nascer do sol.
Nasceu pequena.
Pequena mais cheinha.
Um arbusto de reluzente verde pitangueiro.
Como um jambo, aromático e suculento.
Adjetivo de dois gêneros e dois números.
Jambo-Morena!
Cresceu feliz em meio a livros, histórias e viagens.
Jovem ainda tinha o hábito do dedo, vocação natural.
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Vinícius Longo